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13.11.2009
Terror na Feira do Livro |
| Andréa: performance dramática Foto: Rômulo Valente |
Alguns dos melhores contos clássicos de terror foram lidos nesta tarde (13), na Tenda de Pasárgada, por Andréa Lisboa Ilha. Uma plateia que praticamente lotou o espaço, formada especialmente por adolescentes, assistiu a tudo em silêncio e na expectativa, reagindo discretamente às narrações bizarras e tensas dos contos.
Em comum, as histórias A Gata Preta, de Bram Stoker (inspirada em O Gato Preto, de Edgar Allan Poe), e A Mão do Macaco, de W.W. Jacobs, caracterizam-se por trazer situações macabras e uma linguagem fria e direta sobre medos, angústias e situações de agressão e dor. Todas elas ganharam traduções e versões em cinema posteriormente.
A Gata Preta apresenta o caso de um homem que mata um bichano e se vê perseguido por sua mãe, que não irá desistir de ter sua vingança. A Mão do Macaco tem uma temática mais fantástica e sobrenatural, ao narrar a história de um homem que compra uma pata de macaco com poder de concretizar desejos. Mas, para cada concessão, o artefato toma de quem pediu algo em troca.
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A história que eles dizem chamar "A gata preta", de Bram Stoker, é, na verdade, "A selvagem". Os contos que contei são de um livro excelente: "os 100 melhores contos de horror do século XIX", da Companhia das Letras.
A terceira história foi "Os lábios", de um autor chamado Whitehead. Ótima história!
Foi uma contação deliciosa a desta sexta-feira 13! Além de ter tido um pico de 66 espectadores (o que é um número considerável para um dia chuvosíssimo de semana!), ouvi calorosos elogios ao terminar. Fiquei lisonjeada e feliz!


Não sou dos maiores entusiastas do terror. Causa-me um desconforto que prefiro evitar. Mas há uma poesia de terror de que gosto muito: O corvo, de Allan Poe.
Ele faz o que parece inofensivo causar uma perturbação insuportável.
Poe é muito bom.
Beijo,
Pablo
http://cadeorevisor.wordpress.com
Poe é um gênio à parte, Andréa. Esses terrores cheios de sangue eu abomino. Ele faz um terror muito mais inteligente.
Beijo grande,
Pablo.